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Pequim

Sentido Nordeste Chinês

É encantador e surpreendente, se lançar nas imensidões asiáticas. Raças, crenças e culturas, uma vastidão territorial e um super excedente populacional. Pobreza, riqueza e tradição com desenvolvimento familiar arcaico, contrastando com a velocidade do desenvolvimento tecnológico.

Como um passeio de bicicleta pelo centro de Pequim no início da manhã, ao ritmo do tai-chi-chuan matinal que os idosos praticam para desacelerar o tempo. Pelo caminho, militares se exercitam em conjunto, sob o olhar compenetrado de uma curiosa platéia. O passeio é típico mas perigoso, o trânsito é extremamente complicado muitas bicicletas, carros e pessoas misturados pelas ruas. Atravessando a Praça Tianeman, passa o primeiro portão da Cidade Proibida. Sob o sol da tarde, uma esticada até o Templo do Céu, onde imperadores costumavam a fazer rituais por boas colheitas. A construção arredondada no interior representa o céu, e por fora quadrada simboliza a Terra – a crença dizia que a China era o centro de um mundo quadrado. No fim da tarde, cruzando com o cotidiano chinês pelos becos de Pequim, feiras de rua, alfaiates e partidas de dominó na calçada.

Na manhã seguinte, uma agradável viagem de trem até Datong, pela rota Tras-Siberiana sob o visual da Grande Muralha. Logo na chegada, visita às enormes Cavernas Budistas, esculpidas nas pedras e suas figuras retratadas ao longo da história. Aproveitando a rota que liga Pequim à Moscow e sem perder o embalo, outro trem. Dessa vez, seis horas até Hohot, capital da Inner Mongólia, ex-território mongol agora pertencente à China. Banho no pasto e jantar na casa de um local, a comida é o mais complicado, salchichas pretas e partes de bode que mal parecem estar cozidas, misturadas com molhos fortes, cantaria local e muita cachaça chinesa. Uma fogueira a céu aberto e o sono em barracas são o que restam. Não há muitas atrações e opções de lazer na região e as acomodações tradicionais são os acampamentos. Um pouco mais adiante, o Deserto de Gobi – segundo maior deserto do mundo, guarda um dos depósitos mais ricos de fósseis de dinossauros e mamíferos primitivos, do planeta.

Diferente de qualquer outro asiático, que são extremamente curiosos pelas diferenças étnicas, os chineses desprezam a presença de turistas e costumam a abordá-los falando mandarim desenfreadamente, crentes que todos os compreendem. Atenção há todos lugares freqüentados, na China é muito fácil entrar numa cilada. Há uma enorme variação na qualidade de serviços de acomodação e alimentação, e muita falta de higiene. Por isso prepare-se, pode faltar desde lugar para um banho até escova e creme dental.