Rapa Nui
“Te pito o te henua” – umbigo do mundo
Jasmim Lage, trabalha no comércio exterior da Redley há pouco mais de um ano, e uma das viagens inesquecíveis dela foi para a Ilha de Páscoa. Pertencente ao Chile, a ilha de Páscoa é reconhecida pela UNESCO como um patrimônio mundial da humanidade. De origem vulcânica, Rapa Nui tem apenas 166 km2, mas a cada pedacinho de terra pascoense explorada, surpresas únicas fazem com que o maior museu arqueológico ao ar livre seja visitado por centenas de turistas das mais distintas e distantes partes do mundo.
Cerca de 900 moai – gigantes estátuas de pedra – estão espalhados ao longo da ilha, normalmente enfileirados de costas para o mar visando protege-la. O que mais me chamava atenção naquele isolado paraíso no meio do Oceano Pacífico certamente era o mistério. Como um lugar tão pequeno poderia originar uma cultura capaz de obras tão espetaculares? Mas essa é uma pergunta que nunca ninguém descobriu a resposta. O lugar é tão mágico, que na primeira noite já fui recebida com um céu mais iluminado de estrelas do que qualquer show pirotécnico. No dia seguinte aluguei uma moto para rodar a ilha, num clima “sem lenço, nem documento” fui em busca de aventura, e nem lembrei do mapa. Devo admitir que as surpresas ao encontrar piscinas naturais em rochas vulcânicas, e construções do tipo inca - Vinapu - no meio do caminho foram sensacionais, mas ao longo do dia com as trilhas infinitas aparecendo e sumindo, uma sensação de vulnerabilidade ia tomando conta da curtição. Quando já me dava por perdida, a estrada principal me levou até a Praia de Anakena, uma das únicas praias da ilha, com areia branca, mar transparente e coqueiros trazidos da Polinésia Francesa, um verdadeiro paraíso! De quebra a praia reservava um dos mais lindos “ahu” da ilha – Ahu Nau Nau – onde a maioria de seus moai restaurados na década de 70 possuíam o pukao, um tipo de chapéu.
Ao longo dos anos, a grande devoção dos habitantes da ilha pela construção e locomoção dos moai acabou por destruir com o seu meio ambiente. Com isso, até uma floresta não originária do local foi plantada. Essa questão nos faz refletir sobre o que o ser humano foi capaz de fazer com esse lugar, talvez seja em uma escala menor o mesmo dano que ocorre hoje em dia no planeta.