Vietnã
Ao chegar na bela Hanoi, principal porta de entrada no Vietnã, já dá pra se ter uma idéia da viagem que vai mexer com todos os seus sentidos: os cheiros, os sabores, a arte e os visuais incríveis. Muito legal também é perambular pelas ruas do antigo quarteirão e fuçar os pequenos mercados atrás de artigos de arte, cestas de junco e muita seda. Nos pequenos cafés locais servem deliciosos e aromáticos chás de hortela.
Como Hanoi fica no norte, a única direção a seguir é para o sul. E nada melhor que seguir no famoso trem, o “Reunification Express” até a capital de Hué. Em Hué dá pra se sentir como um Indiana Jones e descobrir tesouros fascinantes da maior dinastia vietnamita, a Nguyen. Lá tem também a mística Cidade Proibida Púrpura Imperial com seus templos, palácios e lagos, que passam uma serenidade surpreendente. Vale alugar uma bicicleta para dar um rolé na cidade imperial. Dá ainda, pra fazer um passeio num barco local no “cheiroso” Rio Perfume e visitar mausoléus imperiais e admirar Hué vista do mar. Durante o passeio, agente cruza com várias canoas de locais abarrotadas com legumes e vegetais coloridos.
Mais ao sul vem a charmosíssima Hoi An que, por ter sido uma das cidades portuárias mais importantes do Mar da China, no século XVI, ainda conserva lindos casarões de ricos comerciantes chineses. Descobrimos que alguns desses casarões abrigam aconchegantes e refinados restaurantes. O litoral esconde belíssimas praias sem ninguém, cavernas e formações rochosas que brotam do mar, como se fossem buques maciços. Outro passeio magnífico é num barco de junco tipicamente local, pelos labirintos de ilhotas na Baía de Halong, sobre um espelho de água verde esmeralda!
A cidade de Ho Chi Min ou a antiga Saigon é parada obrigatória pelo seu peso histórico. Foi em Saigon que as tropas Americanas foram rendidas e expulsas pelos Vietcongues do norte, encerrando a sangrenta Guerra do Vietnã, que reunificou os Vietnãs do Norte e do Sul, sob a batuta comunista. Ainda nessa região, nos férteis e verdes campos achamos os Túneis de Cu Chi, pequenos buracos no chão que levam à uma base militar subterrânea que escondia mais de dez mil Vietcongues. Foi graças à estratégia desses túneis que os pequenos e amarelos camponeses Vietnamitas derrotaram os grandes e brancos Americanos equipados com armamentos bem mais modernos.
Pensando na sangrenta e cruel Guerra do Vietname, que mais poderia ser comparada à uma versão militar de David (os Vietcongues) e Golias (os Americanos), não dá pra acreditar que é o mesmo o povo local que encontramos: um povo muito amigável, sereno, sorridente, humilde e hospitaleiro. Aventurar-se na Indochina é de se perder os sentidos!